O nascimento de Jesus Cristo e o erro da Igreja!

Publicado: 27 de dezembro de 2009 em Notícias IPE

Texto: Pr. José Francisco de Oliveira Filho

A primeira evidência histórica para celebrar o nascimento de Cristo surgiu na primeira metade do século III, com Hipólito, bispo de Roma. Até o ano 300 dC o nascimento de Jesus era comemorado pelos cristãos em diferentes datas. Em 354 dC o papa Libério, sendo o imperador romano Justiniano, ordenou que os cristãos celebrassem o nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro.

Provavelmente, ele escolheu esta data porque em Roma já se comemorava o “dia de Saturno”(festa chamada de Saturnália). A religião mitraica dos persas(inimiga dos cristãos) comemorava neste dia o natalis invicti solis, traduzindo-se, “o nascimento do vitorioso sol”. Em 440 dC, foi oficializado 25 de dezembro como o dia do nascimento de Cristo. Buscando cristianizar cultos pagãos, o clero corrupto da era das trevas(de Constantino até a Idade Média), tentou de todas as formas conciliar o paganismo com o cristianismo.

A festa pagã da Saturnália deu origem ao Natal dos cristãos

Exemplo disso foi a criação dos santos católicos, substituindo as festas e padroeiros pagãos. Venus, deusa do amor; Ceres, deusa da colheita; Netuno, deus do mar; assim como São Cristóvão é o padroeiro dos viajantes; santa Bárbara, protetora dos trovões e o famoso santo Antonio, o padroeiro do casamento.

No Brasil ainda foi muito pior quando os santos misturaram-se com os demônios e guias do candomblé, umbanda, quimbanda, vodu, etc.

Yemanjá seria o mesmo que Nossa Senhora dos Navegantes

Lucas foi o evangelista mais minucioso com relação ao nascimento de Jesus: Lc 2.8 – Diz que haviam pastores guardando seus rebanhos durante as vigílias da noite. O inverno em Israel é rigoroso e isto é pouco provável que tenha acontecido; Lc 2.1 – Diz que Cesar Augusto convocou um recenseamento para o povo judeu. É pouco provável que realizariam um recenseamento no inverno, onde o povo deveria percorrer a pé ou no máximo em lombo de animal grandes distâncias durante o inverno. Além do mais, José não iria expor uma mulher grávida a andar a céu aberto nestas condições;

Lc 1.5 – Diz que naquele exato momento Zacarias servia no templo como sacerdote no turno de ABIAS. Isto é, os sacerdotes se revezavam no templo em turnos(cada turno tinha um nome; ABIAS era, portanto, um dos 24 turnos de revezamento dos sacerdotes); Lc 1.8,9 – Diz que neste exato momento Zacarias recebe a anunciação do nascimento de João Batista; Lc 1.24 – Narra: “E depois daqueles dias Isabel, mulher de Zacarias, concebeu…”. Conclui-se, portanto, que Jesus não nasceu em dezembro e sim nos prováveis meses de setembro ou quando muito em outubro, meses em que os judeus comemoravam a festa do Tabernáculo(“E o verbo se fez carne, e habitou entre nós…”(Jo 1.14).

Em Êxodo 23.15 diz que ABIB é o primeiro mês do calendário religioso judeu. Em 1 Crônicas 24. 7-10 diz que os sacerdotes se revezavam em turnos de dois turnos/mês, e que, ABIAS era o oitavo turno. Como para Deus não há coincidências, É bem provável que o primeiro turno dos sacerdotes deveria iniciar no primeiro mês religioso do calendário judaico, por que? Imaginem, se os sacerdotes faziam rodízios para servir no templo, eles deveriam ter um mês de preferência para que, antecipadamente, pudessem conhecer seus respectivos turnos e meses nos quais (24 sacerdotes) fariam o revezamento.

 O turno ABIAS de Zacarias que era o oitavo da escala, coincidiu com o mês chamado TAMUZ. Ora, a Bíblia diz que poucos dias após Zacarias ter recebido a anunciação do Anjo sobre o nascimento de João Batista, Isabel, sua mulher, ficou grávida. Lucas 1.26 e 36 diz: “estando Isabel no sexto mês de gravidez foi ela visitar Maria que acabara de ficar grávida”. Contando-se 6 meses no calendário judaico, concluiremos que Maria ficou grávida de Jesus no mês do TEBETE(dezembro/janeiro).

Daí, se contarmos 9 meses a partir do mês da concepção, chegaremos a conclusão que Jesus Cristo nasceu no mês de setembro ou, no mais tardar em outubro, meses estes que coincidem sempre com o mês do calendário judaico de ETANIM. O calendário judaico é lunar e por isto dá diferenças entre os meses do calendário gregoriano(baseado no sistema solar). A propósito desse estudo, no Jornal Estado de Minas do dia 16 de dezembro de 1990 foi publicada uma matéria pelo Prof. Nelson Travnik do Observatório Municipal de Campinas-SP, que os computadores já calcularam com bases em dados históricos, que a data provável do nascimento de Jesus Cristo foi 15 de setembro do ano 7 d.C.

Não temos dados sólidos ou argumentos científicos para validar esta data e nem tão pouco informação bíblica para contradizê-la. Porém, uma coisa é certa, esta publicação veio exatamente colaborar com o presente estudo.

PR. JOSÉ FRANCISCO DE OLIVEIRA FILHO, presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Cristo, teólogo e psicanalista.

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comentários
  1. Claudio Cesar Salmeron disse:

    Parabéns pela excelente matéria!
    Muitos da cristandade celebram o “natal”, pensando q homenageiam Jesus: se soubessem a verdade, certamente mudariam de opinião.
    Também Jesus não disse para comemorar seu “aniversário”, mas que se recordassem de sua morte, na ssnta ceia.
    Os pagãos estão fazendo a preparação p o governo do anti-Cristo e querem desacreditar a Jesus e sua obra e se acreditarem q o Deus sol é o mesmo, então se o anti-Cristo nascer num dia propício, será mais fácil enganar a todos.
    Abraço e a Paz do Senhor Jesus!

  2. Ricardp disse:

    Sou professor de filosofia e irmão em cristo, parabéns pelas mensagens… tudo o que tenho visto e percebido nos bastidores políticos, econômicos, e midiáticos, tentam a todo momento esconder as verdades de cristo, e publicar um novo governo do anti-cristo…
    Mas o senhor ja deu esse livramento a igreja…

  3. André Gomes disse:

    Gostei muito da matéria, teria como mandar um estudo mais completo para Download?Fica com DEUS.

  4. Irmão Leão disse:

    Leiam esta reflexão sobre o natal.

    PAPA BENTO XVI
    AUDIÊNCIA GERAL

    Sala Paulo VI
    Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

    O mistério do Natal

    Estimados irmãos e irmãs

    Começam precisamente hoje os dias do Advento que nos preparam imediatamente para o Natal do Senhor: estamos na Novena de Natal, que em muitas comunidades cristãs é celebrada com liturgias ricas de textos bíblicos, todos destinados a alimentar a expectativa pelo nascimento do Salvador. Com efeito, a Igreja inteira concentra o seu olhar de fé nesta festa já próxima predispondo-se, como todos os anos, para se unir ao cântico jubiloso dos anjos, que no coração da noite anunciarão aos pastores o extraordinário acontecimento do nascimento do Redentor, convidando-os a ir à gruta de Belém. Ali está o Emanuel, o Criador que se fez criatura, envolvido em faixas e posto numa pobre manjedoura (cf. Lc 2, 13-14).

    Pelo clima que o distingue, o Natal é uma festa universal. De facto, mesmo quem não se professa crente, pode sentir nesta celebração cristã anual algo de extraordinário e de transcendente, algo de íntimo que fala ao coração. É a festa que canta o dom da vida. O nascimento de uma criança deveria ser sempre um acontecimento que traz alegria; o abraço de um recém-nascido suscita normalmente sentimentos de atenção e de cuidado, de emoção e de ternura. O Natal é o encontro com um recém-nascido que geme numa gruta miserável. Contemplando-o no presépio, como deixar de pensar nas numerosas crianças que ainda hoje vêm à luz numa grande pobreza, em muitas regiões do mundo? Como não pensar nos recém-nascidos não acolhidos e rejeitados, naqueles que não conseguem sobreviver devido à carência de cuidados e de atenções? Como deixar de pensar também nas famílias que gostariam de ter a alegria de um filho, e não conseguem satisfazer esta sua expectativa? Sob o impulso de um consumismo hedonista, infelizmente, o Natal corre o risco de perder o seu significado espiritual, para se reduzir a uma mera ocasião comercial de compras e troca de presentes! Na verdade, porém, as dificuldades, as incertezas e a própria crise económica que nestes meses estão a viver muitíssimas famílias, e que atinge toda a humanidade, podem ser um estímulo a redescobrir o calor da simplicidade, da amizade e da solidariedade, valores típicos do Natal. Despojado das incrustações consumistas e materialistas, o Natal pode tornar-se assim uma ocasião para acolher, como dom pessoal, a mensagem de esperança que promana do mistério do nascimento de Cristo.

    Porém, tudo isto não basta para compreender na sua plenitude o valor da festa para a qual estamos a preparar-nos. Nós sabemos que ela celebra o acontecimento central da história: a Encarnação do Verbo divino para a redenção da humanidade. São Leão Magno, numa das suas numerosas homilias natalícias, assim exclama: “Exultemos no Senhor, ó meus queridos, e abramos o nosso coração à alegria mais pura. Porque despontou o dia que para nós significa a nova redenção, a antiga preparação, a felicidade eterna. Com efeito, renova-se para nós no recorrente ciclo anual, o excelso mistério da nossa salvação que, prometido no início e concedido no fim dos tempos, está destinado a durar eternamente” (Homilia XXII). Sobre esta verdade fundamental São Paulo reflecte várias vezes nas suas Cartas. Aos Gálatas, por exemplo, escreve: “Mas ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei… para que recebêssemos a adopção de filhos” (4, 4). Na Carta aos Romanos evidencia as consequências lógicas e exigentes deste acontecimento salvífico: “Se somos filhos (de Deus), somos igualmente herdeiros herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo se verdadeiramente participamos nos seus sofrimentos, para sermos também glorificados com Ele” (8, 17). Mas é sobretudo São João, no Prólogo do quarto Evangelho, que medita profundamente sobre o mistério da Encarnação. E é por isso que o Prólogo faz parte da liturgia do Natal desde os tempos mais antigos: efectivamente, nele encontra-se a expressão que indica o fundamento da nossa alegria e resume o conteúdo autêntico desta festa: “Et Verbum caro factum est et habitavit in nobis / E o Verbo fez-se homem e habitou entre nós” (Jo 1, 14).

    Portanto, no Natal não nos limitamos a comemorar o nascimento de uma grande personagem; não celebramos simples e abstractamente o mistério do nascimento do homem ou em geral o mistério da vida; ainda menos festejamos o início da nova estação. No Natal, recordamos algo de muito concreto e importante para os homens, algo de essencial para a fé cristã, uma verdade que São João resume com estas poucas palavras: “O Verbo fez-se carne”. Trata-se de um acontecimento histórico que o Evangelista Lucas se preocupa em situar num contexto bem determinado: nos dias em que foi emanado o decreto para o primeiro recenseamento de César Augusto, quando Quirino era governador da Síria (cf. Lc 2, 1-7). Portanto, foi numa noite historicamente datada que se verificou o acontecimento de salvação que Israel aguardava havia séculos. Na escuridão da noite de Belém acendeu-se uma grande luz: o Criador do universo encarnou, unindo-se indissoluvelmente à natureza humana, de maneira a ser realmente “Deus de Deus, luz da luz” e ao mesmo tempo homem, verdadeiro homem. Aquilo ao que João chama, em grego “ho logos” traduzido em latim como “Verbum”, “Verbo” significa também “o Sentido”. Portanto, poderíamos entender a expressão de João assim: o “Sentido eterno” do mundo fez-se tangível aos nossos sentidos e à nossa inteligência: agora podemos tocá-lo e contemplá-lo (cf. 1 Jo 1, 1). O “Sentido” que se fez carne não é simplesmente uma ideia geral ínsita no mundo; é uma “Palavra” dirigida a nós. O Logos conhece-nos, chama-nos, guia-nos. Não é uma lei universal, no seio da qual nós desempenhamos um papel, mas é uma Pessoa que se interessa por cada pessoa: é o Filho de Deus vivo, que se fez homem em Belém.

    Para muitos homens, e de certo modo para todos nós, isto parece demasiado bonito para ser verdade. Com efeito, aqui é-nos reiterado: sim, existe um sentido, e o sentido não é um protesto importante contra o absurdo. O Sentido tem poder: é Deus. Um Deus bom, que não deve ser confundido com qualquer ser excelso e distante, que nunca nos é concedido alcançar, mas um Deus que se fez nosso próximo e está muito próximo de nós, que tem tempo para cada um de nós e que veio para permanecer connosco. Então, é espontâneo perguntar-se: “É possível algo deste tipo? É digno de Deus, tornar-se criança?”. Para procurar abrir o coração a esta verdade que ilumina toda a existência humana, é necessário humilhar a mente e reconhecer o limite da nossa inteligência. Na gruta de Belém, Deus mostra-se-nos como humilde “menino” para derrotar esta nossa soberba. Talvez nos teríamos rendido mais facilmente diante do poder, diante da sabedoria; mas Ele não quer a nossa rendição; pelo contrário, faz apelo ao nosso coração e à nossa livre decisão de aceitar o seu amor. Fez-se pequeno para nos libertar daquela humana pretensão de grandeza, que brota da soberba; encarnou-se livremente para nos tornar deveras livres, livres para o amar.

    Estimados irmãos e irmãs, o Natal é uma oportunidade privilegiada para meditar sobre o sentido e o valor da nossa existência. O aproximar-se desta solenidade ajuda-nos a reflectir, por um lado, sobre a dramaticidade da história em que os homens, feridos pelo pecado, andam perenemente à procura da felicidade e de um sentido satisfatório do viver e do morrer; por outro, exorta-nos a meditar sobre a bondade misericordiosa de Deus, que veio ao encontro do homem para lhe comunicar directamente a Verdade que salva, e para o tornar partícipe da sua amizade e da sua vida. Por conseguinte, preparemo-nos para o Natal com humildade e simplicidade, dispondo-nos a receber o dom da luz, da alegria e da paz, que se irradiam deste mistério. Acolhamos o Natal de Cristo como um acontecimento capaz de renovar hoje a nossa existência. O encontro com o Menino Jesus faça de nós pessoas que não pensam unicamente em si mesmas, mas que se abram às expectativas e às necessidades dos irmãos. Desta maneira, tornar-nos-emos também nós testemunhas da luz que o Natal irradia sobre a humanidade do terceiro milénio. Peçamos a Maria Santíssima, tabernáculo do Verbo encarnado, e a São José, silenciosa testemunha dos acontecimentos da salvação, que nos transmitam os sentimentos que eles nutriam enquanto esperavam o nascimento de Jesus, de modo que possamos preparar-nos para celebrar santamente o próximo Natal, no júbilo da fé e animados pelo compromisso de uma conversão sincera.

    Feliz Natal a todos!

  5. Irmão Leão disse:

    Leiam uma reflexão sobre o natal

    PAPA JOÃO PAULO II

    AUDIÊNCIA GERAL

    Quarta-feira, 23 de Dezembro de 1981

    Recuperemos a verdade do Natal na sua autenticidade e no seu significado

    Caríssimos Irmãos e Irmãs

    I. A Audiência de hoje realiza-se no clima do Natal agora iminente, que com tanta eloquência fala ao espírito e ao coração. A Liturgia do Advento preparou-nos espiritualmente para reviver o mistério que assinalou uma viragem na história humana: o nascimento de um Menino que é também o Filho de Deus, o nascimento do Salvador.

    É acontecimento que verdadeiramente mudou o rosto do mundo. Disto não é acaso testemunho a própria atmosfera alegre que se respira pelas ruas das cidades e das aldeias, nos lugares de trabalho e no íntimo das nossas casas? A festa do Natal entrou nos costumes como incontrastada data de alegria e de bondade, e como ocasião e estímulo para um pensamento gentil, para um gesto de altruísmo e amor. Esta abundância de generosidade e cortesia, de atenção e de cuidados, inscreve o Natal entre os momentos mais belos do ano, mesmo da vida, impondo-se também àqueles que não têm fé mas não conseguem subtrair-se à fascinação que se desprende desta mágica palavra: Natal.

    Isto explica também o aspecto lírico e poético, que circunda esta data: quantas melodias pastoris, quantas canções dulcíssimas desabrocharam à volta deste acontecimento! E que enorme carga de sentimento ou, por vezes, de saudade ele consegue despertar! A natureza que nos circunda adquire neste dia uma linguagem sua, doce e inocente, que nos faz saborear a alegria das coisas simples e verdadeiras, pelas quais o nosso coração aspira, mesmo sem o saber.

    2. Mas atrás deste aspecto sugestivo, eis que logo se manifestam outros, que lhe alteram a limpidez e lhe insidiam a autenticidade. São, estes, os aspectos puramente exteriores e consumísticos da festa, que chegarão talvez a esvaziar, do seu significado verdadeiro, a data, quando se apresentam não como expressão da alegria interior caracterizante, mas como elementos principais dela, ou quase como sua única razão de ser.

    O Natal perde então a sua autenticidade, o seu sentido religioso, e torna-se ocasião de dissipação e desperdício, escorregando para exterioridades inconvenientes e fúteis, que parecem ofensa para aqueles que a pobreza condena a contentarem-se com as migalhas.

    3. É necessário recuperar a verdade do Natal na autenticidade do dado histórico e na plenitude do significado de que ele é portador.

    O dado histórico é que — num determinado momento da história, em certa povoação da terra — de uma humilde mulher da estirpe de David nasceu o Messias, anunciado pelos profetas: Jesus Cristo Senhor.

    O significado é que, com a vinda de Cristo, a história humana inteira encontrou o seu termo, a sua explicação e a sua dignidade. Deus veio ao nosso encontro em Cristo, para nós podermos ter acesso a Ele. Se se repara bem, a história humana é uma ininterrupta aspiração para a alegria, a beleza, a justiça e a paz. São realidades que só em Deus podem encontrar-se em plenitude. Pois bem, a Natal traz-nos o anúncio de Deus ter decidido vencer as distâncias, transpor os abismos inefáveis da, Sua transcendência, aproximar-se de nós, até tomar Sua a nossa vida, até fazer-se nosso irmão.

    Eis então: procuras a Deus? Encontra-lo no teu irmão, porque em cada homem agora está Cristo como que identificado. Queres amar a Cristo? Ama-O no teu irmão, porque quanto tu fazes a um qualquer dos teus semelhantes, Cristo considera-o como feito a Si. Se, portanto, te esforçares por abrir-te com amor ao teu próximo, se procurares estabelecer relações de paz com ele, se quiseres pôr em comum com o próximo os teus recursos, para que a tua alegria, comunicando-se, se torne mais verdadeira, terás ao teu lado Cristo, e com Ele deverás alcançar a meta que o teu coração sonha: um mundo mais justo, e portanto mais humano.

    Encontre o Natal cada um de nós, empenhado em descobrir a mensagem que parte da manjedoura de Belém. Requer-se um pouco de coragem, mas vale a pena, porque, só se soubermos abrir-nos assim à vinda de Cristo, poderemos fazer a experiência da paz anunciada pelos Anjos na noite santa. Constitua o Natal, para todos vós, um encontro com Cristo, que se fez homem para dar a cada homem a capacidade de se tornar filho de Deus.

    4. É este o augúrio que dirijo a todos, ao mesmo tempo que tenho o prazer de enviar uma particular saudação aos Dirigentes, aos Professores e aos Estudantes da Escola de Música “Tommaso Ludovico Victoria”, fundada pela Associação Italiana de Santa Cecília e actualmente associada ao Pontifício Instituto de Música Sacra.

    Caríssimos, agradeço-vos, bem do coração, terdes vindo alegrar este encontro, na proximidade do Natal, com os vossos cantos harmoniosos. E, ao mesmo tempo que á vós, agradeço aos vossos familiares que sei estarem também presentes em número considerável.

    A vós estudantes, em particular, gosto de recomendar que prossigais com amor e constância neste vosso empenho de estudo, que educa para a arte, enobrece o coração e une as almas em harmonia de bondade e de vida.

    Aprendei, por outro lado, a completar tal estudo com um aprofundado conhecimento das verdades religiosas, para que os valores da fé estejam unidos aos valores da arte.

    Sede sempre, com a prática das virtudes cristãs, fiéis testemunhas de Cristo na escola, nas famílias e na sociedade. E oxalá o vosso canto, unido ao canto dos Anjos, obtenha do divino Menino de Belém paz verdadeira e durável para a humanidade inteira.

    5. Torno extensiva a saudação a todos os jovens. Caríssimos, a iminência do Santo Natal, que nos recorda o amor sem limites do Filho de Deus, descido do Céu a uma carne mortal “por nós homens e pela nossa salvação”, desperte em cada um de vós sentimentos de sincero amor pelo próximo, confirmando-vos no propósito de colocar as energias, de que Deus vos enriqueceu, a serviço dos irmãos.

    A minha palavra de saudação vai depois para os doentes. Caríssimos irmãos e irmãs, na luz do Natal, que tanta doçura difunde nos corações, desejo dirigir-vos um particular voto de serenidade e de paz. O pensamento das dificuldades e incómodos, em que veio encontrar-se — nascendo — Jesus Menino, vos conforte nos vossos sofrimentos e vos ajude a ver neles uma ocasião, o mais significativa possível, para estardes perto d’Ele na obra da redenção, a que deu início já desde a manjedoura de Belém.

    Estão presentes na Audiência numerosos recém-casados. Também para vós, caríssimos, a minha saudação e os meus votos. Na cena do presépio, em que o amor de dois Esposos é alegrado com os vagidos de um Recém-nascido, vós podeis contemplar, na sua expressão mais alta, o que o vosso coração está procurando. Fiquem Jesus, Maria e José o modelo constante do vosso empenho de doação recíproca — e o recurso ao auxílio d’Eles vos socorra em qualquer dificuldade, alimentando nos vossos corações a chama daquele amor, que o sacramento consagrou diante de Deus e diante dos homens.

    A todos os meus votos de um alegre e santo Natal. A todos a minha cordial Bênção.

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