Marchinha pede por paz

O idealizador do evento, Rafael Meneses, 21 anos, diz ter aproveitado a proximidade com o dia da Independência do Brasil para entoar o grito de liberdade das pessoas.

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O pequeno Arthur Rian, de apenas dois anos de idade, mal sabe falar, mas estava apitando, pulando e gritando paz vestido como uma ovelhinha, já bem cedo, ontem no bairro Presidente Kennedy. Intitulada “Marchinha para Cristo” deu-se início ontem, a partir das 9 horas da manhã e percorreu as principais ruas do bairro com o grito de ‘Não à violência e sim a paz com Jesus’. Mais de cem pessoas, cansadas com os altos índices de violência naquela área aderiram ao movimento e marcharam juntas, acreditando que a partir daquele sentimento poderiam incentivar os moradores locais a pedirem também por paz.

O idealizador do evento, Rafael Meneses, 21 anos, diz ter aproveitado a proximidade com o dia da Independência do Brasil para entoar o grito de liberdade das pessoas que já estão cansadas de tanta falta de segurança no Presidente Kennedy. “Este é um tipo de acontecimento jamais ocorrido aqui. As pessoas do bairro são muito carentes de paz e também segurança, pois estamos vivendo uma guerra social contra as drogas que estão destruindo nossa população. O que podemos fazer é marcharmos unidos por uma sociedade de paz”, assegurou.

De acordo com policiais do Ronda do Quarteirão, o bairro não é considerado muito violento, mas os casos de assaltos e tráfico de drogas têm aumentado muito nos últimos anos. O Ronda atua no Presidente Kennedy com um veículo e duas motos, totalizando quatro homens para toda a região. “Acredito que esse tipo de movimento pode, sim, conscientizar as pessoas para terem mais tranquilidade. A família, que é a base da sociedade, está totalmente desestruturada e creio eu, querendo ou não, Jesus é que salva” informou um soldado que não quis se identificar.

Nas ruas, becos e vielas por onde a “Marchinha” passava, as pessoas corriam para ouvir e ver que mensagem aqueles jovens, adultos e, principalmente, as crianças queriam passar. Nos rostos dos moradores ficava claro o sentimento de apoio, uma vez que as casas cercadas por grades, portões e cercas-elétricas concordavam que algo naquele lugar precisa e deve ser mudado.
“Não acho que essa marcha diminua a violência nesse bairro. Acredito que isso tenha que partir dos governantes que devem educar melhor as crianças, dando uma educação mais digna e igualitária. Se nem o governo diminui a violência, uma marchinha dessas vai diminuir?”, lamenta o senhor Francisco Rodrigues, 54, já cansado de ter esperanças de um bairro com um pouco mais de paz.

O sol já estava esquentando, a sede já batia e as pernas já cansavam, mas as crianças não paravam de gritar “Jesus é nosso rei”, na tentativa de mostrar as pessoas nas ruas que existe um motivo para prosseguir tentando, uma vez que para elas só com Jesus o bairro terá um pouco mais de paz.

 Veja a matéria no site do Jornal O Estadto

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