Uma década pastoreando ovelhas

ImageProxy.aspxComo manter uma Igreja por mais de dez anos e enfrentar as dificuldades de recursos, de falta de apoio e de localização de seu espaço? Como pastorear centenas de fiéis, sendo uma pessoa apenas, e ainda assim, ter que competir com as dificuldades de um mundo cada vez mais moderno? O mundo em que vivemos está deixando de lado conceitos e virtudes alcançados a duras provas durante os milênios e vem se perdendo com os prazeres da carne. O que fazer diante dessa realidade? Como ser pastor de uma Igreja em um tempo desses?

O Blog Ebenézer Pentecostal foi buscar essas e outras respostas na pessoa de quem mais entende do assunto, o Pastor fundador do Ministério Pentecostal Ebenézer, Antônio Rodrigues, que já está nessa luta há mais de dez anos e que possibilitou o crescimento do Reino de Deus aqui na terra, através da salvação das almas de centenas de pessoas em diversos bairros da Capital, na Região Metropolitana de Fortaleza e até em outras cidades do Ceará.

Antonio Rodrigues tem 49anos de idade (25 desses dedicados a obra de Deus),casado com a Irmã Maria Da Cruz, tem quatro filhos e um neto. De acordo com ele, sua aceitação de Jesus como seu único e verdadeiro salvador ocorreu na primeira vez que fez uma visita a uma igreja evangélica e em seguida levou sua esposa e família.  Após isso, iniciou imediatamente um curso de teologia básico no,que lhe rendeu por sete meses o cargo de pastor em sua primeira igreja devido a boa conduta cristã. Natural de Itapipoca, Antônio Rodrigues nasceu em um lugarejo chamado Deserto, e como em um Deserto, decidiu criar sua congregação e proclamar que sou o Senhor é Deus.

Ebenézer PentecostalComo surgiu a idéia de se criar à igreja Ebenezer?

Antônio Rodrigues – Depois de muitas idéias e reuniões, eu junto com alguns irmãos, acordamos e decidimos fundar a Igreja Pentecostal Ebenezer no final do ano de 1998 e já no dia I de janeiro do ano seguinte foi inaugurada a I Ebenézer no bairro de Parque Rio Branco(Fortaleza).

E.P – Qual a maior dificuldade enfrentada nesses dez anos?

A.R – Foram muitas as dificuldades que passamos. Mas uma em particular marcou bastante esses dez anos. Foi quando a nossa igreja do bairro Conjunto Ceará foi demolida quando já estava pronta. A Prefeitura Municipal de Fortaleza mandou demolir, pois segundo eles, era uma obra ilegal, o que foi desmentido logo depois. Foi uma situação muito triste na época.

E.PCome é pastorear centenas de almas hoje em dia?

A.R – Para mim é um privilegio, mas é um trabalho muito difícil. Não conheço todos os membros, mas sim uma pouca parte deles, pois a maioria são novos convertidos. Daí fica mais difícil pastorear. Mesmo assim é um prazer poder está cumprido com o que o Senhor quer para mim!

E.P – Como a Igreja tem combatido os “vícios” da modernidade?

A.R – Procuro sempre ensinar os fiéis, coisas que estejam dentro das doutrinas Cristãs. O fiel pode e deve se atualizar ao mundo, desde  que isso não se torne algo que venha a tirá-lo da casa de Deus. A Internet tem sido uma aliada, mas tem coisas que nos preocupam como o site de relacionamentos Orkut,onde pessoas deixam de vir ao culto para estarem envolvidas nesse segmento que aos poucos vira vício e isso já é pecado.

E.P – Por que o nome Ebenézer?

A.R – O nome Ebenézer foi criado por ministros que folheando a Bíblia, encontraram um texto no livro de 1 Samuel 7;12.  “Tomou, então, Samuel, uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o SENHOR.”

E.P – Qual artigo do estatuto que rege a igreja, que é visto como principal?

A.R – Bem, o principal é que a pessoa creia na Santissima Trindade: O Pais, o Filho e o Espírito Santo.

E.PQuantas igrejas Ebenézer existem?

A.R – Hoje atualmente são 12 congregações… Seis delas sendo na Capital e duas no interior do Ceará, além de quatro na Região Metropolitana de Fortaleza. São elas: (Presidente Kennedy, Parque Rio Branco, Conj.Ceará, Álvaro Wenny I e II, Conj. Prefeito José Walter, Caucaia (Conj. Metropolitano I e Marechal Rondon II), Granja Lisboa. No interior temos a congregação de Hidrolândia e agora de Umirim.

E.P – Quem São os dirigentes de todas as congregações?

A.R – Eu, Pastor Antonio na SEDE, o Presbítero Marcos no Parque Rio Branco, Presbítero Everto no Conjunto Ceará. Pastor Tarcisio no José Walter, presbítero Lindomar no Metropolitano, auxiliar Airton no Álvaro Weyne II, Pastor Ricardo no Rondon, Diácono Nonato na Granja Lisboa, Diacono Sebastião (Hidrolandia) e Pastor Jason (Umirim).

E.P – Quais foram as maiores vitórias nesses 10 anos?

A.R – Foram muitas, mas não posso deixar de frisar a salvação das almas, principalmente, no ano de 2009 que Deus salvou mais de 50 pessoas só na sede e, também a compra do nosso terreno pra construção do templo próprio. Obrigado Senhor!

E.PQuem é o pastor Antonio Rodrigues?

A.R – Fora o meu trabalho a frente da igreja e liderança do conselho de pastores, eu passo o  dia trabalhando numa oficina de conserto de bicicletas. Ali estão algumas de minhas novas ovelhas e até veteranas, que sempre estão a conversar, receber conselho e até se advertido quando preciso (risos). Com meus quatros filhos as preocupações são permanente mesmo. Três já estão casados e tem um filho morando comigo. Outra alegria de minha vida é meu netinho, Marcos Paulo.

E.P – Ainda existe mais algum pedido a fazer a Deus?

No momento meu pensamento e visão é a construção da nova SEDE que se localizará  na Av: Sargento Hermínio, no bairro Presidente Kennedy.

E.P – Todas as suas metas como Pastor foram alcançadas?

A.R – Não! Ainda tem muita coisa a ser feita…  Cada ano que passa os desafios se renovam e, principalmente, com as tecnologias que mudam constantemente, nunca podemos está de braços cruzados.

E.P – Você  já pensou em desistir?

A.R – Sim! Por conta da pressão que exige o cargo. Não é fácil cuidar de pessoas de diferentes pensamentos. Outra coisa, cumprir o chamado do Senhor é uma tarefa muito difícil também. Também há a falta de respeito de alguns liderados que, às vezes, desconhecem que sou pastor e querem crescer diante de mim passando por cima das ordens estabelecidas, e isso eu não aceito.

E.P – O que o motiva a permanecer na frente desse trabalho?

A.R – O amor, porque se não fosse esse sentimento não teria chegado onde estou hoje. Sem amor não se faz a obra de Deus e não responde ao chamado que Ele fez para nossas vidas.

Entrevista realizada por Rafael Meneses

O bom pastor

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