É perdoando que se é perdoado

 

Imagine-se você vivendo em família, inocente de todas as máculas que cercam a carne do homem, em paz com seus pares, feliz com seus pais e amando todos os seus irmãos. De repente, sem nenhum aviso prévio, todos esses irmãos, revoltados, por algum motivo que você não sabe, a priori, tramam um complô contra tua existência, te jogam em uma cova e te vendem como escravo, do povo inimigo. Se você fosse esse homem ou mulher, até que ponto teu amor e tua benevolência iriam para, depois de ter passado por tudo isso, perdoar a esses pares, que, de certo modo, eram teus inimigos?

Agora imaginem-se sendo chicoteado, cuspido, hostilizado, vilipendiado, pregado em uma cruz, desonrado totalmente por aqueles que deveriam te amar, te venerar e te ter como salvador. Qual seria sua mensagem final para essas pessoas? Até que ponto a palavra perdão estaria inclusa em tuas últimas palavras antes do último suspiro?

Aprendemos muito com a Bíblia e um desses aprendizados mais importantes ao que tudo indica é o amor ao próximo, de mesmo modo o amor ao Deus criador, acima de todas as coisas.  “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” Mc 12.30;31

No primeiro exemplo citado acima, conhecemos um pouco da história de José, um hebreu com dons especiais doados por Deus. Habilidades que despertaram o amor e o carinho especial de seu pai Jacó. Mas também despertou o ódio e a inveja de seus irmãos, que cheios de ira o venderam como escravo. Os anos passaram e Deus foi misericordioso para com José, que cresceu e chegou a governar o pais para onde foi mandado como escravo.

Muitos foram os papeis importantes realizados por José, mas aquele que mais nos importa no momento, foi o perdão dado aos irmãos. A cada um José os perdoou e ainda os acolheu em um momento de desgraça para aqueles que o condenaram.

Falando em condenação, o que dizer daquele que foi o homem mais importante a pisar na terra? O que dizer daquele que nos ensinou de tudo, em especial, nos ensinou a amar? O que dizer do amor que constrange? O que dizer do perdão e do amor de Jesus, o Cristo vivo?

“Pai, perdoa-os, pois eles não sabem o que fazem”. Essa seria uma frase até fácil de dizer, mas nas condições em que o Filho do Homem se encontravam, muito provavelmente, homem nenhum vivente seria capaz de pronunciar por seus algozes. Jesus nos ensinou algo que está além da nossa capacidade terrena de crença: o perdão incondicional.

Jesus veio a terra na condição de Rei dos Reis, mas deixou acontecer tudo aquilo para provar para cada um de nós que ele é mais. Veio nos ensinar uma nova filosofia de vida, que hoje, mais de dois mil anos depois de sua passagem pela terra, ainda nos deixa cheios de dúvidas quanto a certeza de certos atos. Mas o que é certo é que nossa capacidade de intelecto jamais será capaz de compreender todos os gestos, todas as palavras deixadas por Jesus.

Em alguns momentos de nossa vidas tentamos imitá-lo, tentamos colocar em prática seus ensinamentos. Mas de repente nos vemos atolados, mais uma vez em nossa pequenez e aí, sim, percebemos a grandeza dos pequenos atos deixados por aquele que veio até a terra, para nos dá nova vida, nova chance, e uma vida cheia de prazeres e certezas espirituais.

Perdoar o próximo, com certeza, foi uma das dádivas deixadas por Cristo no espaço terreno. Em uma época em que o “olho por olho e dente por dente” imperava, Jesus veio com a mensagem do perdão, do amor ao próximo, do amor a seus desafetos. E, do mesmo modo que há mais de dois mil anos atrás as pessoas não compreenderam aquelas palavras, ainda hoje, muitas pessoas, infelizmente, dentro da casa do Senhor, ainda não as entende.

Interpreta-se muito, fala-se muito, comenta-se muito, mas o ideal, o por em prática, é o que de longe se vê entre as pessoas. É hora de refletirmos sobre nosso papel principal aqui entre os homens. É hora de mostrarmos que somos realmente filhos de Deus. É hora de praticarmos mais o bem, sem olhar a quem. É o momento certo de praticar o perdão e, por consequente, praticar o Amor. O verdadeiro amor que Deus nos deixou, aquele de doar-se incondicionalmente. Pense nisso!

 

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